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Curso de meditação RAJA YOGA p.2

 

Pediremos para que o praticante considere a mente como uma pizza, dividida em fatias, em quatro fatias:

  • Primeira fatia – inteligência. É a sede do raciocínio e da lógica. Através dela analisamos, deduzimos, inferimos. O observador que está em nós, após identificar um fato, concreto ou abstrato, pela função consciente, usa a razão  para compreendê-lo. Depois, pela utilização da vontade, decide o que fazer.

 

  • Segunda fatia – vontade. É a função superior da consciência pela qual somos capazes de decidir o que fazer. Cada ato da vontade representa uma eleição. Elegemos os fatos que nos agradam e recusamos os que nos desagradam. A vontade se divide em três camadas, cada uma com maior força de ação do que a outra: querer – é o ato simples e comum de eleição pelo qual decidimos se algo que nos agrada deve nos pertencer. No caso afirmativo, incluímos o fato em questão na nossa memória (forma mais simples de posse), ou nos apossamos do objeto de nossa eleição por um movimento corporal, o qual traduz o movimento da nossa vontade. A vontade, como a mulher do “Fígaro” é volúvel: anda de um lado para o outro borboleteando no jardim da vida. Poderíamos querer um sanduíche apetitoso que está em uma lanchonete, e, ao nos lembrarmos de que almoçaremos dentro de l5 minutos, deixar pra lá, para não estragar nosso apetite no almoço que teremos em poucos minutos. TODOS utilizam a vontade, pois ela é uma faculdade de simples exercício. Desejar - é a função da consciência que está mais ligada aos instintos do que à inteligência. Quando queremos alguma coisa, temos tempo de usar a vontade para criticar o nosso querer e, se for conveniente para a razão, descartar a eleição. O desejo é muito intenso, e, por isto, não se coloca no nível da razão. É falando do desejo que o dito popular e chulo sentencia: “ fogo de morro acima, água de morro abaixo e mulher quando quer dar, ninguém segura”. Muito embora, como dissemos, seja um dito chulo e machista, ilustra bem o caráter invencível do desejo. O grande iniciado Claude de Saint Martin, dizia que queria, para seu grupo seleto, homens de desejo, isto é, homens que não apenas “quisessem” algo, mas que “desejassem”. Porém a mais forte camada da vontade se chama paixão; por este movimento da vontade somos impelidos poderosamente para um objetivo de tal modo que não há obstáculo que nos detenha. A Paixão se distingue do desejo por ser mais concentrada no objeto, mais arrebatadora, e mais refratária às instâncias da razão.

 

  • Terceira fatia – memória. É a faculdade que engloba todas as outras e que dá à consciência o aqui e agora no espaço e no tempo. De fato, a consciência tem como referência para toda e qualquer ação no tempo e no espaço, os dados da memória. Temos uma memória consciente, uma memória subconsciente, e uma memória superconsciente. A maioria de nós não usa senão a memória consciente, não sabendo e, às vezes, sendo totalmente manipulados pela memória do subconsciente. Ela está ativa no sonho e no fenômeno já bastante conhecido do “dejá vue” (o já visto), quando nossa memória subconsciente pode ser percebida por nossa consciência.

 

  • Quarta fatia – sensibilidade. Divide-se em sensação, ou percepção do mundo sensível, de tudo de concreto que nos rodeia. Sentimento, ou percepção dos dados do mundo interior, subjetivo ou psicológico; e, por fim, sensitividade, ou percepção dos mundos sutis, universos paralelos; é a capacidade que possuem os sensitivos ou paranormais. Esta faculdade pode enriquecer as outras duas anteriores, e, assim, termos uma sensação sem a utilização dos nossos sentidos físicos, ou termos sentimentos que vão além da nossa compreensão intelectual.

Tudo isto para compreendermos que O SER HUMANO FOI FEITO PARA EVOLUIR, PARA PROGREDIR, PARA SER MAIOR DO QUE É AGORA. Todas essas faculdades acima descritas têm uma função comum, dita “normal” e uma função não-comum, dita “paranormal”. Devemos passar da primeira etapa para a segunda, e para isto utilizaremos os conhecimentos que nos fornece a ciência da yoga.

 

Vejamos: movemo-nos em um nível de vida em que o resquício, a herança animal nos tem por completo. É um mundo de conflito, de competição, onde impera a dor, o sofrimento, a frustração, a ansiedade, a angústia. Dentro e fora de nós, este mundo se apresenta como uma tremenda desordem. Desde o Cosmo, onde estão, neste momento, ocorrendo, explosões de estrelas, nascendo buracos-negros, morte de universos e colisões de galáxias, até a insuportável violência do dia-a-dia e a insuspeitada desordem imperante no nosso mundo subjetivo. Temos de vencer as aparentes imutáveis leis desse universo caótico, e isto É POSSÍVEL, se usarmos de forma correta a nossa mente. Não são PODERES MENTAIS, são, simplesmente, CAPACIDADES HUMANAS que todos possuem, mas que nem todos estão disto conscientes, e, pior ainda, poucos, muito poucos as utilizam.

 

Este curso será um esforço para descrever tais capacidades e o modo de usá-las para nossa evolução e progresso, tendo com isto um aumento de QUALIDADE DE VIDA para nós. É o que faremos, se a isto Deus nos permitir.

 

Enquanto isto, comece a praticar respiração consciente: durante cerca de quinze minutos diários, a qualquer hora do dia ou da noite, RESPIRE CONSCIENTEMENTE, RESPIRE NATURALMENTE, apenas isto e nada mais... respire!  E pratique.

 

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