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A personificação do mal

 

Um dos conceitos mais intrigantes na tradição religiosa, mística e esotérica é, sem dúvida, o da personificação do mal. Um ente inspirador e fonte de todo o infortúnio humano e, por que não, divino. Sua denominação migra dentre várias raízes da qual nossa língua apoderou-se, tendo algumas das denominações mais comuns as de Satã, Diabo, Demônio, Lúcifer dentre outras várias.

 

Como entender um ser que é puro ódio e perversão? Como admitir que Deus onisciente, onipotente e onipresente tenha um rival, ou criado tal ser, ou sido enganado por aquele que achava ser o maior, ou um dos maiores, dentre seus anjos? Nenhuma destas possibilidades é coerente com os atributos de uma cultura monoteísta, cuja tudo provém de Deus (ou seja qual for a denominação que é dada ao Criador). Então devemos simplesmente descartar a existência de Satanás? Talvez ele só reflita o lado negro de cada um de nós.

 

Para ajudar a entender um pouco melhor estas dúvidas e buscar soluções para tais, se faz necessário entender como e quando este conceito aparece na nossa cultura. Será que a Tradição sempre trouxe um Deus e um Anti-deus dentre seus mitos e conhecimentos?

 

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