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TAROT

 

O Domínio da Vida

 

A iniciação do Tarot que denominados como o Domínio da Vida se baseia na anterior, extendendo a conscientização do iniciado e tem por objetivo torná-lo apto a viver sem ser surpreendido pelas situações da vida. Esta é uma longa iniciação e tem como objetivo a sabedoria de lidar com o mundo. O prêmio compensa o esforço.

 

Cada  lâmina desse sistema equivale a uma situação determinada, vivida por todos nós; identificar tais situações concretas com as lâminas é a prioridade do nosso Curso. Mas, para ter os frutos benéficos dessa Árvore, deveremos nos tornar conscientes deles, o que não é difícil.  Sua aplicação prática na vida cotidiana nos mostrará que vale a pena o tempo investido, o esforço feito e o trabalho de condicionamento. 

 

É nosso ponto de vista que um verdadeiro tarósofo consiga saber identificar em cada situação vivida QUAL A CARTA QUE A REPRESENTA e, em seguida, apresentar uma resposta adequada à situação-problema. Então, vamos figurar a nossa Iniciação como se fôssemos um viajante percorrendo uma estrada, cuja margem direita nos apresenta a sequência dos arquétipos (como afirmou Jung), e cuja margem esquerda apresenta uma outra sequência: situações-problema que vivenciamos ao longo de toda a nossa vida.

 

Arquétipos são modelos já vividos pelos nossos ancestrais que são arquivados no Inconsciente Coletivo, de onde passam para o nosso Inconsciente Pessoal, e através do Subconsciente se afirmam no campo da nossa Consciência. Todas as culturas, civilizações e povos SEMPRE SE ESTRUTURARAM de acordo com tais modelos inconscientes. São esses modelos, portanto, que constituem a norma pela qual se estrutura um povo: suas leis, costumes, instituições etc.

 

Os arquétipos sempre podem ser decodificados através de palavras-chave, como por exemplo : O LOUCO = liberdade, busca de algo importante; O MAGO = disciplina, organização, uso dos sentidos de relação; A PAPISA = abstração, introversão, mistério (ou segredo bem guardado). Todos os arquétipos representam noções intelectuais importantes para a sociedade, por isso temos de conhecê-los, desvendá-los, compreendê-los. Todas as escolas iniciáticas lidam com os arquétipos ou imagens do inconsciente.

 

Já as situações-problema são a grande descoberta de Thot: ele percebeu que os alfabetos sagrados antigos possuíam 22 letras; que essas 22 letras, em tempos mais antigos, eram desenhos representativos de situações que o ser humano vive, queira ou não, saiba ou não. Assim, nossa vida inteira se resume à vivência (consciente ou inconsciente) de 22 situações que se repetem incessantemente.  Estar atentos para essas situações, estudá-las e treinar uma resposta adequada para cada uma delas é da maior importância para o Iniciado. Nenhuma situação-problema deve nos apanhar de surpresa: todas têm uma resposta desejável, adequada. A esta segunda via do Tarot os rosacruzes chamam “O Domínio da Vida”.

 

Apliquemos o que acabamos de ler: se estamos estudando a lâmina ZERO, teremos de saber que, como Arquétipo, ela nos mostra que nascemos livres para buscar o que desejamos, o que consideramos importante para nossa realização como pessoas. As escolas de esotero-misticismo figuram este processo representado na Lâmina ZERO como “A Busca do Graal”. O Graal, então, simboliza, para cada escola, o objetivo colimado pelo Iniciado e que deve ser possuído pelo Adepto. Na nossa Escola, o nosso Graal é a Verdade e a Justiça, que decidimos representar pela deusa egípcia MAAT. A par dessa capacidade de buscarmos a Verdade e a Justiça, que o Estado deve ser capaz de nos assegurar e ajudar, temos O LOUCO como uma situação. Qual? Liberdade sem limite, sem considerar o “outro” nem as possibilidades reais; impulso sem freio; deixar-se levar pelo instinto, emoção ou sentimento; inconsequência; escolha errada. DEVEMOS EVITAR ESSA SITUÇÃO-PROBLEMA, porque não há resposta adequada a ela. Contudo, esse Arquétipo, com a sua equivalente situação-problema, é o INÍCIO DA NOSSA JORNADA.

 

O objetivo principal é que os alunos consigam identificar as cartas do tarot como as diversas situações reais apresentadas na vida e vice-versa. Chamamos a atenção aqui para a mais importante função do Tarot: a compreensão dos Arquétipos inconscientes com a finalidade de nos harmonizarmos, seguindo o Mestre interno (o subconsciente), adquirindo, assim, harmonia e equilíbrio através de um sistema que ordene nossa vida.

 

O caos social, econômico, político, familiar deve-se ao fato de que os Gestores do Mundo interferiram na sequência dos Arquétipos, bloqueando ou alterando a sua sequência normal e introduzindo na vida concreta uma sequência errada, contrária à ordem natural.  Toda a Natureza, de fato, funciona bem se estiver seguindo o Projeto-programa do Inconsciente Coletivo. Assim também conosco. Os indivíduos, as famílias, o grupo primário, a comunidade maior, o Estado e o País são construídos segundo um plano do Inconsciente Coletivo. Os grandes legisladores sabiam disso, e as Leis que criavam tinham sua raiz no Inconsciente. Daí a afirmação de MoisésHamurabi e Ur-Namu de que haviam recebido a Lei do próprio Deus. É uma linguagem que se aproxima bastante da verdade, pois Deus se comunica com a Criação através do Inconsciente Coletivo. 

 

Então, interferindo através de mensagens subliminares e de armas desagregadoras do Sistema Natural de Arquétipos, os Feiticeiros que governam nosso planeta (grandes financistas mundiais, donos de mega corporações globais etc) forjaram um programa maléfico, diabólico mesmo, que altera a Ordem Universal produzida pelo Inconsciente Coletivo. É um crime contra a humanidade, e estes celerados um dia darão conta do que estão fazendo ao Deus dos deuses.

 

 

Vejamos abaixo as lições para o desenvolvimento integral de qualquer um de nós, que as cartas de zero a nove representam.

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