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Tarot - O Domínio da Vida 0

03/01/2016

O Louco            

 

Parte-se do pressuposto de que o ser humano preexiste à sua vida terrena. Lá nos páramos divinos as almas, adormecidas como num berçário, são chamadas pelo Senhor do Carma (Anjo de grande poder) para decidirem se querem nascer. O poder imenso desse anjo coloca a alma no Portal de Keter, onde lhe é mostrada sua vida futura, como em um filme, tendo ele a opção de vir a nascer ou não. De qualquer modo, retirado que foi do adormecimento, adquiriu uma consciência que não mais se apaga: daí em diante é um "Eu", conceito que não tinha anteriormente. Este é o primeiro benefício de ter sido tirado do adormecimento no "berçário".

 

Conhecendo a família onde nascerå, local, tipo de vida que lhe foi destinada, a alma opta livremente pelo "sim" ou pelo "não". Caso pronuncie o SIM, virá a nascer no mundo de Malkuth, adquirindo corpo físico; caso pronuncie o NÃO, permanecerá no limbo, onde não experimenta nem tristezas nem alegrias.

 

Suposto que tenha dito SIM, a alma transpõe o Portal de Keter num vertiginoso SALTO que termina em Malkuth, dentro do útero materno, inserida em um corpo material, físico e mortal. O momento da inserção é o instante da concepção. Este é o PRIMEIRO NASCIMENTO.

 

Vem então o SEGUNDO NASCIMENTO, o do corpo físico, o qual podemos testemunhar em qualquer maternidade, ou às vezes em residências.

 

O TERCEIRO NASCIMENTO, o mais importante de todos, é o momento em que o ser humano, decepcionado com a vida material, sente uma imensa nostalgia da pátria divina, sentindo-se exilado. É a lembrança primitiva da alma que o incomoda. Busca então a iniciação - o terceiro nascimento, que é o "da água e do espírito". É aí que o iniciador lhe ministra os conhecimentos teóricos e práticos que irão constituir a iniciação. Os rituais lhe ajudam a recolher as lembranças da vida da alma, anteriormente esquecidas (Vide Tarot: a jornada arquetípica).

 

No Tarot temos nove iniciações rituais. O que acabamos de descrever constitui a Iniciação da Câmara Zero, equivalente à carta O Louco. Há ainda outras noções que só devem ser ditas pessoalmente, de mestre para aprendiz.

 

Aplicando o que acabamos de ler, se estamos estudando a lâmina ZERO, teremos de saber que, na coluna dos Arquétipos, ela nos mostra que nascemos livres para buscar o que desejamos; o que consideramos importante para nossa realização como pessoas. As escolas de esotero-misticismo figuram este processo representado na Lâmina ZERO como “A Busca do Graal”. O Graal, então, simboliza, para cada escola, o objetivo colimado pelo iniciado e que deve ser possuído pelo Adepto. Na nossa Escola, o nosso Graal é a Verdade e a Justiça, que decidimos representar pela deusa egípcia MAAT.

 

A par dessa capacidade de buscarmos a Verdade e a Justiça, que o Estado deve ser capaz de nos assegurar e ajudar, temos O LOUCO como uma situação. Qual? Liberdade sem limite, sem considerar o “outro” nem as possibilidades reais; impulso sem freio; deixar-se levar pelo instinto, emoção ou sentimento; inconsequência; escolha errada. DEVEMOS EVITAR ESSA SITUÇÃO-PROBLEMA, porque não há resposta adequada a ela.

 

Contudo, esse Arquétipo, com a sua equivalente situação-problema é o INÍCIO DA NOSSA JORNADA.

 

Clique nos links para acessar os arquivos com as práticas desta câmara:

 

 

 

 

 

 

 

 

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