© by ICTYS. Entre em contato clicando aqui:

Curso de Magia Branca - 9: solidificando a comunicação estabelecida com Javeh

MEDITAÇÃO ESPECÍFICA PARA A LETRA “TSADÊ”

  

Imagine que você  está andando satisfeito(a) por um caminho esparso e ralo, cujas margens estão adornadas por uma árvore ou outra,  belas e perfumadas. Você sente no ar o cheiro de água salgada, por isso fica imaginando que logo chegará ao mar.  

 

Está quase escurecendo, e como você  não sabe onde está e como apareceu esta estrada, nem como ela acabará, começa a se perguntar se deve ou não se aventurar a prosseguir.  Mais ao longe há alguns coqueiros, por isso você  se apressa a seguir em frente, acompanhando a sua intuição, quando, de repente, um pavão magnífico surge de trás de uma das árvores.  Parece esperá-lo;  depois se distancia novamente, correndo depressa para a frente.  

 

No crepúsculo dourado, ele exibe a cauda em leque, com suas penas coloridas ofuscando seus olhos e estimulando-o a seguir em frente.

Do outro lado de uma fileira de coqueiros há um lago enorme, em cuja margem alguns pescadores, sentados em silêncio, seguram suas varas de pescar.  Outros pescadores estão recolhendo as redes em um pequeno barco em forma de meia-lua.  Uma ave pernalta anda na praia em busca de alimento. Você pergunta a um dos pescadores que horas são e que lago é aquele.  Ele lhe responde que é hora de você  saber que aquele lago é o Mar Vivo, mas que um dia já foi o Mar Morto.

 

Como o lago, definitivamente, não se parece com um mar (pois pode-se ver claramente a outra margem),  você  fica incerto quanto ao que seria aquela afirmação curiosa, mas o lugar parece irradiar uma tão grande serenidade e calma, que você  decide sentar ao lado do pescador e descansar um pouco.

Os vestígios do sol poente lançam um fulgor dourado em tudo e até o ar parece ter sido lançado pesadamente em uma névoa densa.

 

De repente você  vislumbra algo que se assemelha a uma sereia nadando em sua direção. Ela lhe dá um sorriso cálido e se aproxima. Surpreso, você  fica olhando até perceber que ela é de fato uma espécie de ninfa das águas. Ela se alça para cima das águas, sobre uma pedra ao seu lado e você  aspira o aroma doce que irradia dela e parece insensibilizar os seus sentidos e obscurecer a sua vista. As estrelas começam a surgir e você não tem certeza do que fazer.  Será que aquela donzela mágica é um sonho mítico, uma extensão de sua imaginação?  Ela lhe diz que se chama Eco e que lhe trouxe um presente do fundo do mar, porém você  tem de se concentrar na água, não nela.  

 

-“Eu sou apenas seu delírio”, diz ela rindo.

 

A luz do dia se foi e as estrelas estão refletidas na superfície do lago escuro e parado que os pescadores insistem em dizer ser um mar.  Parece que seu olhar ficou parado quando foi atraído pelas estrelas que cintilam na água. Parece que o resto do mundo simplesmente se evaporou. De repente você  ouve um leve tilintar de sinos e ao mesmo tempo uma das estrelas se eleva da superfície da água e começa a brilhar mais intensamente à sua frente. É tão ofuscante que você  desvia o olhar, mas aí parece que ela começa a assumir a forma de um homem de grande beleza física, com cabeça de Águia e asas Angélicas.

 

Aterrorizado, você  fica olhando para ele, que se transforma de novo em outro tipo de ser : uma mulher com chifres em forma de meia-lua e um corpo de deusa. Nos cabelos há uma guirlanda de flores. Ela anuncia para você  que é a ninfa da música e a deusa da canção e, de um jeito miraculoso a meia-lua lança um jato de um perfume inebriante que se espalha pelo seu corpo e penetra nele como um jato de luz e som.  Seus sentidos se fundem enquanto você  recebe aquele perfume, extasiado.

 

Tanto pode ter-se passado um segundo quanto uma eternidade, mas em certo momento a sua mente volta,  atônita, para se deparar com uma noite vazia em que há somente uma estrela muito clara brilhando entre  as nuvens.

 

Você se encontra sozinho, tendo apenas um pescador solitário sentado ao seu lado, na margem do lago, esperando com determinação pescar seu peixe. Você se dirige para ele sem a menor noção de tempo ou  direção.  Quando chega perto, nota que ao lado dele há dois peixes sobre a areia, lado a lado. Ele parece irradiar uma bondade profunda e você  resolve perguntar que caminho deve tomar para voltar para aqui.

 

Você olha para os dois peixinhos e diz para ele “-Boa pescaria”.

“-Este é o Mar da Vida, diz ele, do qual só se extrai o que é necessário, quando é necessário, quando  não se é ambicioso.   Com esses dois peixes vou alimentar cinco mil pessoas amanhã.

 

No fundo do coração você  sabe quem é aquele pescador, e que ele está falando a verdade, pois o perfume  vindo até você  ainda é perceptível, e sua alma canta uma alegre melodia.

 

O pescador sorri de novo, e antes de você  perguntar, ele aponta para o caminho de onde você  veio.

 

Então você  volta, com uma melodia soando no teu coração e uma forte sensação de mistério que envolve aquele pescador, querendo encontrá-lo um dia de novo.   Na tua mente soam ainda as palavras dele de que quem não é ambicioso encontrará no Mar da Vida tudo que precisar, quando precisar, e isto faz soar a melodia no teu coração...

 

FIM

 

 

Please reload

Destaques

Aula em vídeo 34: a criação do mal x a misericórdia

31/10/2019

1/10
Please reload

Postagens Recentes
Please reload

Archive