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O que é Yoga

 

YOGA. Se examinarmos o que esta palavra denota, perceberemos que ela tem como raiz a palavra sânscrita YUJ que significa unir. Então Yoga tem tudo a ver com o que foi dito anteriormente pois representa união ou integração.

Mas em que consiste o Yoga. É uma religião? uma filosofia? um conjunto de ginásticas especiais? Yoga é, em certo sentido, uma ciência com métodos próprios, experimental e reprodutível como qualquer ciência que conhecemos, possível de ser ensinada e aprendida, possível de ser transmitida verbalmente ou por escrito.

 

Ao mesmo tempo, o Yoga é uma "arte de viver', uma arte-ciência de se construir porque, na sua essência, a preocupação do praticante é de se descobrir, ampliar a consciência de si em cada uma de suas energias e, por esse método, tornar-se mestre de si mesmo.

 

Não se sabe ao certo sobre sua origem, pois no princípio ele não era escrito, e sim, transmitido oralmente de Mestre a Discípulo. Porém as mais antigas obras encontradas são os Uppanishads e os Yoga-Sutra. Estes foram escritos no século 111 a.C.

 

Existem lendas que tentam mostrar as origens, os primórdios do Yoga. Uma das mais antigas conta que o yoga apareceu na Terra quando um peixe chamado Matsya assistiu ao deus Shiva (o deus da yoga) quando este ensinava os exercícios do Yoga à sua esposa Parvati. Quando o peixe o imitou, transformou-se em homem.

 

Com o passar do tempo todos os conceitos foram sendo teorizados e assim surgindo as sete ramificações clássicas do Yoga, que são:

  • Hatha Yoga - Yoga da Força. Baseia-se no trabalho do corpo com respirações, posições e relaxamento.

  • Brakti Yoga - Yoga da Devoção. Baseia-se na devoção como forma de identificação com o absoluto.

  • Raja Yoga - Yoga Mental. Baseia-se em exercícios de meditação e respiração, visando o alcance dos objetivos através do domínio mental.

  • Jñana Yoga - Yoga do Conhecimento. Baseia-se no conhecimento de si mesmo.

  • Mantra Yoga - Yoga do Som, da vocalização. Baseia-se na repetição de sons de efeito vibratório e reflexológico, visando atingir um estado de saturação mental.

  • Karma Yoga - Yoga da ação correta. Baseia-se na ação que pelas conseqüências que implica é a criadora do caráter do indivíduo. Essa ação pode ser física ou mental, porém sempre com desapego para que sua atitudes e comportamentos bons o levem à realização interior. Significa trabalhar por amor a obra, sem querer tirar proveito dela.

  • Tantra Yoga - Yoga do êxtase. Baseia-se na busca da perfeita união do ser humano com o Divino através do amor.

Cada ramificação clássica do Yoga traz uma gama de conhecimentos (práticas e conceitos), porém todas consideram o Homem composto por corpos, referente ao corpo físico, corpo energético, corpo psíquico, corpo mental e outros, onde seu objetivo, em primeira análise, é integrar esses corpos para depois unir o Homem com o Absoluto, ou seja, o MicroCosmo com o MacroCosmo ou o Homem com Deus.

 

 

Quando há a perfeita harmonia entre os corpos e consequentemente com a grande Harmonia Universal, existe saúde e o sistema nervoso desempenha um papel importantíssimo. Quando o equilíbrio é rompido, a repercussão se faz sentir no corpo físico e, notadamente, no sistema nervoso, ocasionando a doença.

O segredo da longevidade e da saúde perfeita está na boa compreensão desse sistema e na prática de técnicas que o mantém em harmonia, pois se houver algum desequilíbrio numa das partes do sistema, este desequilíbrio se refletirá em todo conjunto.

Talvez, de todos os problemas do homem ocidental, o estresse seja o maior responsável pelo desequilíbrio e consequentemente pelas doenças modernas, evoluindo desde doenças consideradas mais leves até as mais graves, como afecção cardiovascular, úlcera no estômago e intestinos, hipertensão arterial, diferentes psicoses até o câncer. Mas o que é o estresse?

Para que estejamos atentos aos efeitos danosos que o estresse causa sobre nosso organismo, precisamos entender que cada vez que nos sentimos em perigo, nosso sistema nervoso reage de maneira a estimular cada órgão, cada tecido para prepará-lo para um combate ou fuga. Nosso coração bate mais rápido, nossos músculos se crispam, as pupilas se dilatam e a glândula pituitária injeta uma quantidade extra de hormônio, sobretudo nas suprarenais. A adrenalina, produzida pelas suprarenais, percorre todo o corpo, em direção aos pulmões, coração, etc., mobilizando as reservas de energia estocadas como hidrato de carbono, que se tornam açúcares, e, como tais, energia disponível. A taxa de colesterol e ácidos graxos no sangue aumenta para que possam permitir que todo o conjunto enfrente a necessidade extra de esforço que será desprendido para a luta ou para a fuga. A energia é liberada para manter a integridade dos tecidos "estressados". Se o combate ou fuga sobrevêm, essas energias são normalmente utilizadas na ação, como acontece com qualquer animal.

Para o homem moderno, entretanto, raramente se acha sob ameaça física, mas não raro se sente ameaçado do ponto de vista emocional. A insegurança, os temores e as preocupações do homem moderno excitam as mesmas glândulas e seu sistema nervoso como se estivesse sob a ameaça de um perigo físico real, ocasionando o estresse.

Os efeitos físicos e psicológicos desses hormônios liberados e não utilizados são desastrosos, tornando-se venenos perigosos, causadores de artrite, câncer, doenças cardiovasculares, etc. Se a situação se prolongar, o ser humano se vê frente a um sistema glandular desequilibrado, nervoso, sobreexcitados, açúcares, colesterol e ácidos graxos liberados na corrente sanguínea provocando depósitos nas veias (esclerose) e outros danos mais profundos.

Por outro lado, e isso é intrigante, o ser humano - como todos os animais - necessita de doses moderadas de estresse para seu desenvolvimento psíquico e físico. Em geral o estresse e o perigo permite ao ser humano render ao máximo e desenvolver os talentos que, de outra forma, estariam velados.

Portanto concluímos que uma certa quantidade de estresse se faz necessária para aumentar a capacidade criativa e estimular nossa ação no mundo. Por outro lado, a exposição prolongada a estímulos extremamente complexos tem efeito mais devastador sobre o ser humano. A vida moderna está plena desses estímulos.

A harmonia entre o corpo, a mente e o espírito deve ser mantida, e é neste aspecto que o Yoga vem suprir esta deficiência da cultura ocidental. Dentre as suas práticas podemos destacar os ásanas (posturas). Eles agem diretamente sobre os órgãos, regularizando e fortificando, e sobre a coluna vertebral, ajustando a posição das vértebras e seu correto alinhamento, portanto, sobre o sistema neurovegetativo. Alguns autores chegam a afirmar: "Você tem a idade da flexibilidade de sua coluna vertebral".

 

 

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