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Curso de meditação RAJA YOGA p.1

 

A primeira coisa que teremos de saber para começar este curso é qual é a natureza da consciência.

 

A natureza da consciência é observar.

 

Quando conscientes, somos, pois, observadores: mais ou menos atentos. Aqui temos, pois de considerar o grau de atenção de que uma pessoa é capaz, com ou sem treinamento.

 

Para meditar é necessário primeiro relaxar, e isto não se faz sem concentração. Concentração é a aplicação da atenção em alto grau.

 

Não é fácil conseguir se concentrar sem treinamento adequado, porque as funções superiores da nossa consciência estão, normalmente, em desordem.

 

As funções superiores da consciência são : inteligência, vontade, memória e sensibilidade. A sensibilidade se divide em sensitividade, sentimento e sensação.

 

Quando uma pessoa tenta se concentrar, ela está usando, principalmente, a vontade consciente. Mas, se a inteligência, que tem como função comparar dados e inferir conclusões, estiver muito ativa, não conseguimos a necessária concentração. É, pois, necessário, desativar o intelecto, eliminando os pensamentos anárquicos. Outro obstáculo à concentração é a memória. Quando tentamos estabelecer concentração, vemos surgirem fatos passados. Se deixarmos a memória livre, nos perderemos num labirinto interminável de imagens fantasiosas, que nada têm a ver com a nossa necessidade de concentração. A inteligência e a memória se combinam para produzir o caos de pensamentos que impedem a concentração.

 

Ainda temos as sensações que nos ocorrem enquanto tentamos nos concentrar: coceira, dor ou incômodo etc. Nossa tendência é ceder a tais sensações, e, assim, não ficamos parados, perdendo a concentração. Sentimentos – medo, ansiedade, curiosidade e outros – também nos podem levar à ausência de concentração. Poucas pessoas, um número bastante reduzido mesmo, conseguem parar os pensamentos e aquietar a sensibilidade.

 

Para facilitar isto, temos uma técnica muito usada na meditação:

 

1-     Comece por observar a respiração. Respire conscientemente, pondo neste ato toda sua atenção. Sinta o ar entrando e saindo das e pelas narinas; depois, alterne por um ou dois minutos, boicotando a inspiração e prestando atenção só à expiração. Faça a seguir o contrário: boicote a expiração e valorize a inspiração. Mantenha-se neste exercício durante cerca de 5 minutos. Você vai ter, às vezes, a tentação de distrair-se e pensar em outra coisa. É a imaginação que se utiliza da memória para desviar nossa atenção. Fique firme. Volte a se concentrar na respiração. Com o tempo e com treinamento você conseguirá ficar concentrado na respiração por 5 minutos ou mais. Começará a achar agradável este processo, a se interessar por ele, e vai respirar conscientemente, sem desvio de atenção, pelo tempo requerido. Quando tiver conseguido esta façanha inicial, primeiro passo para a meditação, passe ao segundo passo.

 

2-     Desvie propositalmente a atenção da respiração e procure checar o corpo. De baixo para cima. Concentre-se nos pés, venha subindo pelas pernas, devagar, sem pressa, pelas coxas, virilhas, quadris. Ventre, região do estômago (abdômen), sinta o diafragma subir e descer. Pratique um pouco consciência respiratória diafragmática. Continue subindo pelo tórax. Pratique, agora, consciência respiratória na respiração toráxica. A seguir, perceba os ombros, os braços e as mãos. Suba mais. Pescoço, cabeça – face e crânio. Tendo atingido este estágio, sinta agora o seu corpo inteiro apoiado no chão (cama, tatame, esteira, toalha, etc.). Você deverá atingir o estágio de relaxamento fazendo este exercício. Expanda o esforço de se manter consciente enquanto pratica esta técnica descendo pela base do crânio, espáduas, região da cintura e das nádegas. Sinta as nádegas apoiadas no solo. Deixe-as ficar suavemente amassadas ao encontro do apoio do seu corpo. Continue pelas coxas, pernas e pés. Quando conseguir fazer isto, tente ficar consciente, não durma. Mas se adormecer, não se aborreça, pois se você conseguir ficar acordado, você terá feito um exercício de concentração, se adormecer, terá praticado um saudável relax.  Não tenha medo de não voltar, caso durma. Nunca aconteceu de alguém na voltar do relax. Com o tempo você se acostumará a fazer o exercício de relaxamento antes de dormir. O ideal é dormir depois de fazer o relax. Seu sono será reparador e tranquilo.

OBS – Algumas pessoas voltam mais devagar, outras mais depressa. Importante é não ter medo. Voltar à consciência e demorar um pouco a conseguir o controle dos movimentos corporais è um fenômeno simples, denominado CATAPLEXIA. Caso ocorra, fique calmo e deixe o corpo ter o tempo necessário para voltar aos movimentos. Ele voltará, fique certo disso.

 

Até a próxima aula.

             Marlanfe Tavares de Oliveira

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