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Papa Francisco pede fim de conflito 'inaceitável' entre Israel e Palestina

03/11/2014

 

Em visita oficial de três dias ao Oriente Médio, o papa Francisco pediu neste domingo o fim do conflito entre Israel e Palestina, que chamou de "cada vez mais inaceitável".

A declaração ocorreu durante a passagem do pontífice por Belém, na região palestina da Cisjordânia.

Francisco também fez um convite aos presidentes de Israel e da Palestina para que se juntem a ele no Vaticano e orem juntos pela paz.

Em seguida, o pontífice rezou diante do muro de concreto que o governo israelense está erguendo na Cisjordânia. A parada não estava prevista na agenda do papa.

Oficialmente, a visita de Francisco tem por objetivo fortalecer os laços com a Igreja Ortodoxa.

A declaração do pontífice ocorre semanas depois de a suspensão do processo de paz entre Israel e Palestina.

Após Belém, Francisco vai a Tel Aviv e de lá segue para Jerusalém, onde se encontrará com Bartolomeu 1º, patriarca de Constantinopla, principal bispo da Igreja Ortodoxa.

"Chegou a hora de colocar um ponto final nessa situação que se tornou cada vez mais inaceitável", afirmou o papa ao se encontrar com o líder palestino, Mahmoud Abbas.

Francisco falou das "consequências trágicas do conflito prolongado" e da necessidade de "intensificar esforços e iniciativas" para criar um processo de paz estável – baseado em uma solução que contemplaria dois Estados.

Em seguida, ele realizou uma missa ao ar livre para 8 mil cristãos locais, na Igreja da Natividade de Belém.

Ao fim da celebração, o pontífice afirmou que gostaria de convidar Abbas, junto com o presidente de Israel, Shimon Peres, ao Vaticano "numa oração sincera a Deus pela dádiva da paz".

Em entrevista à BBC, o porta-voz do papa, padre Federico Lombardi, disse acreditar que o convite foi pioneiro na história do Vaticano e que partiu do próprio Francisco.

Apesar de o argentino reiterar que sua viagem tem intuito puramente religioso, analista viram em seu primeiro discurso, na chegada a Belém, uma disposição do pontífice de resolver questões políticas urgentes.

'Palestina Livre'

No caminho até a Praça da Manjedoura, onde realizou a missa, Francisco parou diante de um muro de concreto que o governo israelense está construindo ao redor da Cisjordânia.

O papa tocou na parede onde havia um grafite escrito "Palestina Livre" e, inclinando levemente a cabeça, fez uma rápida oração.

O governo de Israel alega que o muro é necessário por razões de segurança, mas os palestinos veem a estrutura como uma apropriação de sua terra.

Autoridades palestinas observaram que Francisco é o primeiro papa a viajar diretamente para a Cisjordânia sem ter passado antes por território israelense.

O ato é visto por muitos palestinos como um reconhecimento para que a região se torne um Estado independente.

Encontro histórico

À tarde, Francisco embarcou em um voo a Tel Aviv onde foi recebido formalmente em Israel pelo presidente do país, Shimon Peres, antes de seguir viagem em direção a Jerusalém.

Nesta semana, o governo israelense emitiu ordens de restrição contra vários ativistas de direita judeus devido a temores de que eles pudessem prejudicar a visita do pontífice.

Segundo autoridades, 26 pessoas foram presas durante a noite deste sábado por jogar pedras e garrafas contra a polícia durante um protesto em um local sagrado, no Monte Sião.

Em Jerusalém, o Papa vai comemorar o 50º aniversário de um histórico encontro de líderes católicos e ortodoxos que concentraram esforços para acabar com 900 anos de divisão entre as duas igrejas.

A visita de Francisco ao Oriente Médio começou pela Jordânia, no sábado.

Na segunda-feira, o Papa deve visitar o complexo da mesquita Al-Aqsa, na Cidade Velha de Jerusalém, seguido pela Cúpula da Rocha e o Muro das Lamentações.

Francisco será o quarto líder da Igreja Católica a visitar a cidade sagrada, depois dos papas Paulo 6º, João Paulo 2º e Bento 16, que esteve no local em 2009.

 

Revista Fórum Suécia reconhece oficialmente Palestina como Estado independente
 

Suécia reconhece oficialmente Palestina como Estado independente
outubro 30, 2014 17:36

 

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Governo da Suécia reconhece a Palestina como Estado independente. Ministra das Relações Exteriores afirmou: “Há aqueles que vão argumentar que a decisão de hoje é prematura. Se muito, temo que seja muito atrasada”.

Por Esquerda.net

A ministra das relações exteriores da Suécia, Margot Wallström, anunciou nesta quinta-feira (30) que o país vai reconhecer oficialmente a Palestina como Estado independente. Em artigo, a ministra explicou que o objetivo do reconhecimento é “contribuir para um futuro em que Israel e Palestina vivam lado a lado em coexistência pacífica”.

O primeiro-ministro do país, Stefan Löfven, afirmou logo após ser eleito, no começo do mês, que a Suécia ia reconhecer o Estado. A oposição de esquerda representada por Löfven venceu eleições legislativas em meados de setembro passado, no meio de um aumento de votos para a extrema-direita no país.

Dentro da União Europeia, alguns países como Hungria, Polônia e Eslováquia também reconhecem a Palestina, mas todos haviam decidido isso antes de passarem a fazer parte do bloco, em 2004. Assim, a Suécia passa a ser o primeiro dos membros antigos do bloco a mudar a forma de tratamento para com a região.

“A nossa decisão vem numa hora crítica. No último ano, nós vimos como as conversas de paz emperraram novamente, como novas decisões de colônias na Palestina ocupada dificultaram a solução de dois Estados e como a violência retornou a Gaza. O reconhecimento de hoje é uma contribuição para um futuro melhor para uma região que já há tempo demais tem sido marcada por negociações congeladas, destruição e frustração”, afirmou a ministra no artigo de hoje.

“Há aqueles que vão argumentar que a decisão de hoje é prematura. Se muito, temo que seja muito atrasada. O governo irá agora, juntamente com outros países da União Europeia, os Estados Unidos e outros atores regionais e internacionais, trabalhar para apoiar negociações renovadas num acordo de status final [para a Palestina].”

A decisão foi recebida com comemoração no território palestino.

“Apreciamos este passo e consideramos que é uma importante notícia que encoraja outros países a abordar o mesmo enfoque. Esta é a única maneira de apostar numa paz séria na região”, declarou à Agência Efe um dos líderes da ANP (Autoridade Nacional Palestina), Yasser Abed Rabbo.

Yasser, assessor do presidente palestino, Mahmoud Abbas, disse que, “se o mundo não der passos valentes e reconhecer a Palestina, a coligação de extrema direita em Israel continuará a sua política de solapar a possibilidade de um Estado palestino mediante diferentes pretextos e desculpas”.

Foto de Capa: Esquerda.net

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Más de mil muertos en Gaza, genocidio sin tregua

El sábado 26, tras unas horas de una frágil tregua, se anunció que más de mil palestinos murieron y otros 6 mil resultaron heridos desde el inicio de los bombardeos israelíes en Gaza el 8 de julio y seguidos por la invasión del territorio diez días después. Los desplazados por el conflicto suman más de 160 mil según la ONU, a lo que hay que sumar los hospitales y escuelas bombardeados, el arrasamiento de miles de viviendas. Este trágico balance de un genocidio sin tregua ha conmovido a las conciencias honradas de todo el mundo, que están reclamando el cese de la masacre y la paz en la región

El odio a los palestinos en los libros de texto israelíes
Ha provocado impacto un video de la profesora Nurit Peled-Elhanan, que en media hora resume (con imágenes y gráficas) el contenido de un libro suyo titulado: “Palestina en los libros escolares israelíes. Ideología y propaganda en la educación”. Su idea central es demostrar “cómo los libros de texto escolares israelíes enseñan a los alumnos a odiar a los palestinos”.

 

 

Redação PragmatismoEditor(a)

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PALESTINA28/JUL/2014 ÀS 19:00

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"Israel usa métodos nazistas", diz Leonardo Boff

Leonardo Boff critica Barack Obama, diz que Israel utiliza métodos do nazismo e afirma que há apenas uma pessoa no mundo com autoridade para conduzir o processo de paz na região

 

Leonardo Boff: “Israel usa métodos do nazismo” (Edição: Pragmatismo Político)

O intelectual Leonardo Boff, um dos mais conhecidos teólogos do Brasil, concedeu umaimportante entrevista ao portal sul 21, em que aborda o massacre na Faixa de Gaza, que já deixou mais de mil mortos desde o seu início, há vinte dias. Segundo ele, embora tenha sido vítima do nazismo, Israel hoje adota os mesmos métodos. E Gaza, diz ele, é um imenso “campo de concentração”.

Na entrevista, ele responsabiliza diretamente os Estados Unidos pelo conflito. “Eu acho que grande parte da culpa é do Obama, que é um criminoso. Porque nenhum ataque com drones (avião não tripulado) pode ser feito sem licença pessoal dele. Estão usando todo tipo de armas de destruição, fecharam Gaza totalmente, ficou um campo de concentração, e vão destruindo. Então eles têm um país que foi vítima do nazismo e utiliza os métodos do nazismo para criar vítimas. Essa é a grande contradição”, diz Boff.

O teólogo menciona ainda a força do sionismo nos Estados Unidos. “Os Estados Unidos apoiam, o Obama e todos os presidentes são vítimas do grande lobby judeu, que tem dois braços: o braço dos grandes bancos e o braço da mídia. Eles têm um poder enorme em cima dos presidentes, que não querem se indispor e seguem o que dizem esses judeus radicais, extremistas e que se uniram à direita religiosa cristã. Isso está aliado a um presidente como Obama que não tem senso humanitário mínimo, compaixão para dizer ‘acabem a matança'”, diz ele

VEJA TAMBÉM: A filósofa judia que se tornou inimiga número 1 de Israel

Segundo Boff, apenas uma pessoa teria autoridade para conduzir o processo de paz: o papa Francisco. “Esse Papa é absolutamente contemporâneo e necessário. Acho que é o único líder mundial que tem audiência e eventualmente poderia mediar essa guerra de massacre criminosa que Israel está movendo contra Gaza.”

Ele também falou sobre as eleições presidenciais deste ano no Brasil. “Mesmo com todos os defeitos e violações de ética que houve, erros que o PT cometeu, ainda assim o projeto deles é o mais adequado para levar adiante um avanço. Agora se for ganhar para avançar, porque se for para reproduzir dá no mesmo do que outro ganhar.”

 

 

ISTO É GENOCÍDIO - SOMOS TODOS PALESTINOS

QUARTA-FEIRA, 9 DE JULHO DE 2014

PUBLICADO POR ANTÓNIO SANTOS

Na Palestina, a cada três dias uma criança é assassinada por Israel. Nunca conheceremos os seus nomes, nunca ouviremos entrevistas com os seus pais, nunca veremos as suas caras. Porque um rocket palestiniano ser interceptado pelo escudo anti-misséis é mais relevante do que a vida de uma criança ser interceptada por uma bomba inteligente. Porque as lágrimas dos palestinianos valem menos que as de um israelita. 

Agora está a recomeçar o massacre. Já chovem as bombas nos prédios de habitação da Faixa de Gaza, misturando a carne dos homens com a cinza das casas e o pó do cimento. E enquanto a comunicação social nos pasma com as farsas e façanhas do Mundial de Futebol, o genocídio continua: 20 mortos em 20 horas. 1 cadáver por hora. 5 crianças. 12 civis. Número desconhecido de feridos, amputados e desaparecidos.

Onde estariam os olhos da TVI, da SIC e da RTP se estas explosões fossem em Telavive, em São Francisco ou em Berlim? Como começariam os seus pivôs se os mortos fossem ingleses, israelitas ou islandeses?

Porque a comunicação social vai calar, é a nossa obrigação denunciar o que está prestes a acontecer: uma invasão terrestre sem precedentes, com mais de 40 000 reservistas convocados para espalhar a morte e a destruição nos guetos de um povo ocupado, desarmado e ocupado.

Que ninguém peça nada de “ambos os lados” sem a nossa indignação. Não há “ambos os lados”. Há um agressor e um agredido, um ocupante e um ocupado, um genocida e uma vítima.

Que todos tomem partido. Que ninguém seja neutro sob o risco de ser cúmplice. Nesta guerra desigual não se está do lado da paz sem estar do lado dos palestinianos nem se pode estar ao mesmo tempo com os israelitas e com os direitos humanos.

Que cada um de nós amplifique a verdade óbvia e crua: Israel é um Estado Terrorista, uma criação de fanáticos religiosos construída sob o racismo nas terras de palestinianos expulsos das suas casas.

Que se cale o futebol, que não sobrem mais risos, que acabem os comentários e cessem os voos dos pássaros. A Palestina está a morrer. Que se fechem as torneiras de águas mornas e as imparcialidades criminosas. Que o mundo detenha Israel ou a faça desaparecer. Para que os dois povos possam viver em paz.

 

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