Curso de Magia Branca - 19: Tantra Yoga 1

As Bases Filosóficas e Históricas.

 O Tantra foi criado por anciãos sábios chamados “rishis”, para assegurar-se de que os casamentos entre nobres das Castas elevadas resultassem em felicidade, bem-estar e estabilidade doméstica.  Tinham, portanto, como finalidade a estabilidade da família e consequentemente da sociedade hindu. Por isto, não se deve acreditar nas Escolas que apresentam o Tantra como “um conjunto de Regras e Posturas que aumentam o prazer sexual”, já que isto era apenas um meio para se atingir um fim nobre. Em suma, Tantra NÃO é Kama Sutra.

                 

O Tantra exige uma mente inocente e pura, sem tabus e preconceitos inoculados pela sociedade hipócrita nas pessoas desorientadas. Tantra é arreligioso.  Mas isto não significa que o Tantra é contra a Religião estabelecida, pois o Tantra é a busca da divindade que habita em nós, com a ajuda do “outro”. A finalidade menor do Tantra é, pois, a estabilidade familiar, e a finalidade maior é o encontro PESSOAL com o Ser Divino que está em todo ser.

                 

Antes de tudo, a escolha de um mestre. É preciso e exigível que o mestre de Tantra seja  espiritualizado, livre de preconceitos e tabus, e que CONHEÇA O AMOR.  Sem essas qualidades, NÃO HÁ mestre de Tantra, pois o caminho do Tantra é o CAMINHO DO AMOR.

                 

O discípulo deve ser íntegro, sincero, de reta intenção e disciplinado. O Tantra exige severa disciplina.

                 

O  parceiro – deve ser uma pessoa que, se você ainda não ama, poderá ser capaz de amar; isto significa que tem de haver uma coisa chamada “afeto”, que desperta o carinho e o cuidado de um parceiro pelo outro. O amor será adquirido, aprendido, “achado” durante o Caminho. Lembrem que os casamentos entre os nobres eram “arranjados” e por isto, via de regra, NÃO havia amor inicialmente.  Os esposos “aprendiam” a se amar.

                 

Nada pode ser imposto. Não pode haver a mínima violência, submissão de um ao outro. Tantra supõe a mais perfeita igualdade entre o homem e a mulher.  O tratamento respeitoso e quase devocional  dispensado à mulher nas culturas antigas deve-se ao fato de o Tantra ter sido ensinado em sociedades matriarcais, e de ser uma ciência secreta que era ensinada às mulheres e não aos homens. Hoje, isto não faz sentido. Reinará, portanto, o respeito mútuo e a igualdade em dignidade e direitos.

 

 

VAMOS À PRÁTICA.

 

Tira-se UM DIA em que não haja a menor possibilidade de o casal ser incomodado. Se necessário, ir-se-á para um lugar onde a privacidade seja total.

                 

Antes de mais nada, faz-se “o pacto”, isto é, deixa-se claro o que é e o que não é permitido pelos dois.   Aceito o pacto de união, NÃO PODE ABSOLUTAMENTE SER QUEBRADO EM NENHUMA CONDIÇÃO, sob pena de ter-se o descontrole das energias liberadas no processo, com danos na mais das vezes irreparáveis para as pessoas.

                 

Vestidos confortavelmente, a manhã é dedicada à abertura da visão do homem; isto quer dizer que ele se comporta como ESCRAVO da mulher, tratando-a COMO UMA DEUSA.  O cuidado aqui é que NÃO É UM “FAZ DE CONTA”, MAS UM EXERCÍCIO DE DESENVOLVIMENTO DO 3º OLHO.  O homem deve se esforçar para VER na sua parceira A DEUSA DO TANTRA, A DIVINA SHAKTI. Pode não acontecer no primeiro encontro, não há problema; com a continuação do processo, chegará a hora em que acontecerá.  No momento em que o homem vir a sua parceira envolta por uma atmosfera mágica que a torna bela, desejável, atraente, quase perfeita, enfim, que ela desperta nele uma EMOÇÃO POSITIVA, que traz bem-estar, embevecimento, ternura etc., ele pronunciará alto a palavra - SHAKTI. Será o sinal para ela de que a deusa está presente na alma dele.

                 

Ao meio dia, ambos fazem a mesa da refeição. Alegres, positivos e confiantes, põem a mesa  para fazer a refeição juntos. Reina a igualdade.

                 

Após a refeição e uma hora ou mais de repouso e diálogo, é a vez da mulher servir ao homem e procurar acuradamente a visão do DIVINO SHIVA. Aplicam-se aqui as mesmas regras que são aplicadas para o homem ver a SHAKTI.  Caso  a mulher veja o parceiro como se descreveu nas mesmas circunstâncias para o homem ver a mulher, ela dirá em voz alta – SHIVA.    Será o sinal para ele de que o deus está presente na alma dela.

                 

Se, e apenas se, isto acontecer, continua-se o Ritual. Caso contrário, pare e deixe para outro dia e outra vez a repetição de tudo isto até aqui.   No caso de os deuses se mostrarem a ambos os parceiros, ele tira respeitosamente a roupa dela, peça por peça, devagar e sem ansiedade. Após desnudá-la, ela fará movimentos, os quais ele poderá pedir. O objetivo é MOSTRAR O CORPO O MAIS COMPLETAMENTE POSSÍVEL. Agora é a vez dela despi-lo, do mesmo modo e com o mesmo ritual. Os casais tântricos costumam fazer uma dança ritual neste momento, um de cada vez. Mas isto não é indispensável : é só exibir o corpo com sensualidade e vontade de causar prazer ao outro. Este é o passo que se denomina OLHAR COM ADMIRAÇÃO.  Não se toca, apenas se olha.

                 

Naturalmente, após o show de exibicionismo voluntário, começa-se a aproximação. Os primeiros toques e as primeiras carícias . NÃO SE PODE BEIJAR NEM TOCAR OS GENITAIS. Nesta altura, é desejável que se aprenda a técnica de massagem para massagear um ao outro. O objetivo é começar com uma massagem relaxante, e terminar com uma massagem erótica. Este é o passo que se denomina TOCAR O QUE FOI ADMIRADO.

                 

Finalmente, pode ser no final da massagem, toca-se os genitais um do outro, beija-se e, efusivamente, com paixão, ambos se oferecem e se possuem. ESTE PASSO É CHAMADO DE POSSUA O QUE ACARICIOU.

                 

O orgasmo deve acontecer, o mais possível, juntos; se não acontecer, um esperará o outro de modo que fiquem o mais próximo possível um do orgasmo do outro.

 

Quando chegarem ao clímax do orgasmo, esgotados de prazer, deitem-se lado a lado de modo que o homem segure a mão esquerda da mulher e a mulher segure a mão direita do homem.

                 

Os dois dirão, um de cada vez, TRANSFORMO MEU PRAZER EM PODER. E começam uma fase de concentração silenciosa, na qual se deixa imagens livres aparecerem. NÃO SE IMPRESSIONEM COM AS IMAGENS INICIAIS.  Chegará o momento em que as imagens NÃO SERÃO O PENSAMENTO mas sim A IMAGINAÇÃO. Isto quer dizer que NÃO SERÃO AS IMAGENS FORMADAS PELA SUA VONTADE, MAS AS IMAGENS QUE SE FORMAM ALEATORIAMENTE.

 

Finalmente, levantam-se e conversam sobre o exercício. Vale conversar sobre qualquer parte dele, mas principalmente sobre as IMAGENS QUE APARECERAM.

 

ESTA É A PRIMEIRA LIÇÃO DE TANTRA YOGA,   DEVE SER REPETIDA ATÉ QUE AS IMAGENS NÃO SEJAM FORÇADAS PELO PENSAMENTO, MAS SURJAM ESPONTANEAMENTE NA MENTE.

 

SIGAM ESTAS INSTRUÇÕES CUIDADOSAMENTE, SE HOUVER DÚVIDAS, PERGUNTEM. VCS ESTARÃO LIDANDO COM FORÇAS CÓSMICAS FORMIDÁVEIS, AS QUAIS PODERÃO SER USADAS PARA CURAR, PARA ADQUIRIR BENS ESPIRITUAIS OU MATERIAIS ETC. 

 

A ESTA APLICAÇÃO PRÁTICA DO TANTRA SE CHAMA “MAGIA SEXUAL”.  MAS NÃO COMECE PELA MAGIA SEXUAL : ELA SÓ DEVE SER FEITA POR CASAIS QUE JÁ POSSUEM UM BOM TEMPO DE PRÁTICA TÂNTRICA.

 

 

Marlanfe.

 

 

Please reload

Destaques

Aula em vídeo 05/12/2019 - Os Aspectos de Jesus

05/12/2019

1/10
Please reload

Postagens Recentes
Please reload

Archive
Please reload

Search By Tags
Please reload

Follow Us
  • Facebook Basic Square
  • Twitter Basic Square
  • Google+ Basic Square

© by ICTYS. Entre em contato clicando aqui: