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Curso de Magia Branca - 0: IMAGEM ADEQUADA DA ESFINGE ?

Relendo o e-mail do meu Ir.’. CORINGA sobre a Esfinge Templária (baphomet), fui impelido a fazer umas observações sobre o texto do autor da msg, cujo endereço eletrônico dado é sofá da sala. 

 

Primeiro, acho o assunto muito instigante, devido a ser o “limite” entre os estudiosos de magia branca e os praticantes de magia negra. Aqui já fica claro que “para bem entender  a famosa esfinge do Templo, é necessário colocá-la em um campo ou em outro : no lado branco ou no negro da “força”.  Sem contextualizar, impossível dar ou ter uma visão adequada dos conceitos, idéias e práticas que tal figura envolve.

 

Mas vamos, logo de início, deixar bem claro que uma das figuras do e-mail não se encaixa no contexto, a saber, o Sagrado Coração de Jesus. Porquê?   Simples e definitivamente por não ser uma Esfinge.  No contexto do e-mail em apreço, está-se discutindo, estudando, ensinando ou  o que se queira fazer, o significado de um ícone simbólico misto, tais como : o Minotauro, um Centauro, os deuses egípcios de cabeça de animal, e outros, mas que não é o caso do ícone Católico do Sagrado Coração, se me permite o autor do texto do e-mail.

 

Damos, abaixo, a título de comparação os ícones de que se serviu o autor do texto:

Vê-se de pronto que as figuras humanas NÃO estão em linearidade com a esfinge. Mais esdrúxula fica a figura do Sagrado Coração do que a  estátua de um romano, por estar o ícone jesuítico do Sagrado Coração carregado de significado simbólico e místico. A ÚNICA similitude são os dois dedos da mão direita unidos -  o que aqui não tem nada a ver com o SOLVE  da Alquimia, mas simplesmente com a alusão ÀS DUAS NATUREZAS DE JESUS, A HUMANA E A DIVINA -  pois foi assim que a arte sacra jesuítica concebeu a figura do Mestre.

 

Suplico, pois, ao irmão que nos deu o prazer de ler esse instrutivo texto que leve na devida conta a iconografia Católica em seus estudos futuros.

 

Ainda há mais a dizer : os “pobres” Cavaleiros Templários haviam herdado uma multiforme iconografia da antiguidade iniciática semítica, a saber, a Esfinge, ou Karibu.

 

Advindo, como acredito que o foi, da longínqua civilização da Lemúria, o KARIBU acádico ou assírio é “mais conforme à nossa formação estética” do que o baphomet.  Era usado nas Iniciações lemurianas e atlantes, passou para a Suméria, desta para a Acádia (Babilônia) -  terminando esculpido por Bezelael (conforme está descrito em Êxodo 27,1 e 25,10) sobre a Arca da Aliança, em número de dois, todo forrado de ouro batido. Necessário se faz ressalvar aqui que a cultura judaica e a cristã transfundiu o antigo Karibu, cuja imagem damos abaixo, em um simpático rapaz de vestes longas e belas asas, ao qual denominou “Kerub”, ficando nosso desafio, a quem o quiser, de pesquisar a relação KERUB-KARIBU.

 A tradição atlante-lemuriana definiu algo muito importante quando decidiu figurar a sua esfinge com cabeça humana e corpo animal. Na Acádia, Caldéia, Assíria, Pérsia, Palestina e em outros locais de iniciação, a esfinge terá SEMPRE uma cabeça humana em um corpo  animal. E será assim até mesmo na Arábia, como se pode ver abaixo (o Kerub  Gabriel (BURAK)  conduzindo Maomé para o Céu :

Ou na Pérsia de Ciro e de Dario :  

 

Ou mesmo  na  Grécia  de Péricles, Sócrates e Platão: 

 

Em todas estas manifestações, sempre combinando a cabeça de homem com o corpo de leão ou touro, asas de águia, serpente e outros animais desconhecidos, essa figura monstruosa encerra, ainda hoje, um significado só conhecido dos iniciados nos mistérios da tradição.

 

PORQUE, SIMPLESMENTE, COMO SE MOSTRA NESSE DESENHO, O DESAFIO DA ESFINGE É QUE TODAS AS QUALIDADES ANIMAIS  SEJAM ACRESCENTADAS  -   NO ADEPTO – À SUA  IMAGINAÇÃO CRIADORA  E À SUA  HUMANA CAPACIDADE DE  SÍNTESE E DE ORDENAÇÃO, REPRESENTADAS ( AS QUALIDADES SUPERIORES) PELA CABEÇA HUMANA.

 

Por  isto , afirmamos que NÃO SE PODE REPRESENTAR A  CABEÇA  DA ESFINGE  POR OUTRA FIGURA   QUE  NÃO SEJA  A CABEÇA  HUMANA – sob pena de se interpretar  o símbolo místico-esotérico como diabólico ou satânico.  Este friso de uma catedral medieval  ilustra  muito bem o que  queremos dizer :

 

 

NELE, O CRISTO EM MAJESTADE SE FAZ CERCAR PELOS QUATRO ANIMAIS QUE CIRCUNDAM O TRONO DE DEUS (Cf. Apocalipse 4, vers. De  6 a 9).  É ÓBVIA A ALUSÃO DE QUE O HOMEM  REGENERADO, RESSUSCITADO, REDIMIDO, OU QUAL SEJA A NOMENCLATURA QUE SE DÊ AO  CRISTOÂNTROPÓN, ELE  TERÁ, NECESSARIAMENTE DE SER O CENTRO,  O REI E A CABEÇA DA CRIAÇÃO.

 

 

Marlanfe.

06/ago/2011.

 

 

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